terça-feira, 11 de outubro de 2011

Exame da OAB.



De tempos em tempos, retornam as queixas contra o Exame de Ordem, aplicado a todos os que pretendem exercer a advocacia. É natural, porque, tendo cursado a faculdade de direito e sido aprovado, o candidato à advocacia vê à frente o que parece uma Itaipu altíssima, difícil de ultrapassar: o Exame de Ordem.

O Supremo Tribunal Federal está sendo chamado, por iniciativa do subprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, para declarar a inconstitucionalidade da prova. Janot age em conformidade com sua convicção e merece respeito.

É apenas de lamentar que o Ministério Público Federal condene o efeito (o Exame de Ordem) e esqueça a causa (o ensino jurídico industrializado, quantificado e sem qualidade) que se generalizou no país.

O Exame de Ordem é a garantia para a grande massa dos clientes da advocacia, ou seja, do povo como um todo.

No parágrafo único do art. 1º da Carta Magna, está escrito que todo poder e seu exercício emanam do povo. Assim o assunto interessa à todos. As reprovações no concurso para o Ministério Público, a cada novo aumento de seus quadros, só confirma a necessidade da seleção.

A Constituição não tem proibição direta ou indireta nem obstáculo para o Exame de Ordem. Ao tratar de aspectos da aplicação do Direito, situa a atividade de advogados e da advocacia como atores e profissão únicos a ter esse tratamento. A Carta menciona advogados e advocacia 31 vezes, certo que nem uma só das outras atividades universitárias tem o mesmo realce. Os que não querem o Exame de Ordem poderão dizer que tudo isso não indica a constitucionalidade e que o tratamento foge à regra de outras profissões, assim justificando a exclusão da prova seletiva.

O tratamento diferenciado da advocacia existe em vários países, para selecionar bacharéis em direito. O maior exemplo vem dos Estados Unidos da América, onde a matéria constitucional não se tem por ofendida com os exames controlados pela ABA (a OAB de lá).

O art. 5º da Constituição, que preserva os direitos individuais, é claro em dois incisos: "XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".

Acontece que certas qualificações profissionais são imprescindíveis e explicam as diferenças. É o caso da advocacia. Lida com direitos individuais e coletivos de quem vive neste país, com sua liberdade, sua família, seus bens. O Exame de Ordem teve seu tratamento legal na lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia, no inciso IV de seu art. 8º). A competência da OAB para selecionar profissionais dá substância à força da constitucionalidade, cujo reconhecimento parece imprescindível, para preservar a qualidade dos que falem em juízo, em benefício dos clientes.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Falcão - Meninas e o Tráfico.


Série de entrevistas feitas por Celso Athayde e MV Bill com mulheres que trabalham para o tráfico de drogas. Este livro foi escrito a partir do sucesso de Falcão - meninos do tráfico, no qual os mesmos autores expuseram a vida dos garotos envolvidos com o narcotráfico nos morros cariocas.

Falcão - mulheres e o tráfico desnuda este universo sombrio de forma franca e objetiva, com uma narrativa arrepiante e contundente. Mostrando desta vez a realidade das mulheres que convivem nesta rotina difícil e injusta, mostrando muitas vezes a força das mulheres diante de realidade tão devastadora.

Segue a linha dos outros livros, mostrando um outro lado.

No final das contas o sofrimento é generalizado.

Uma coisa ficou clara. Quem patrocina o tráfico não tem pele negra...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A paciência é amarga, mas seu fruto é doce!


"Aquele que tiver paciência terá o que deseja." - Benjamim Franklin

"Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência." - Chico Xavier
 
"A paciência é amarga, mas seu fruto é doce !" – Rousseau

Separei estas três frases pois estou num perrengue de devaneios desordenados. Eu sei muito bem que a paciência é uma virtude, uma dádiva, concebida depois de muita concentração e força de vontade, essa mesma paciência que nos mantém firmes em busca de nossos sonhos, comigo não é diferente. Posso dizer que esse foi, de longe, o melhor ano da minha vida. Sou muito sortudo. Abençoado por Deus eu diria. Passei por uma mudança drástica em quase tudo na minha vida, uma mudança que eu chamaria de evolução, mas por via de fatos o termo cabível é mudança. Essa mudança tem nome. Se chama Izabel Barros. O grande amor da minha vida, o grande amor que eu pensei não existir e que caiu de uma vez nos meus braços, me mostrando uma luz que se espalhou pela minha alma me enchendo de esperança, de convicção, de força de vontade, de fome de todo tipo de conhecimento. Nunca esperei me destacar tanto, e isso já é uma realidade. E já venho colhendo alguns frutos de toda essa garra que tive no ano de 2011 e que espero continuar neste ritmo, ou até mais acelerado. Tenho que agradecer a ela, por suas infinitas qualidades e também por seus defeitos, afinal ninguém é perfeito. Mas é bom podermos trabalhar todas estas situações diversas juntos, resolver os problemas a serem resolvidos e desfrutar deste amor intenso, num constante processo de amadurecimento. Não ignoro ou tenho vergonha do passado, mas como o nome mesmo diz, passou. É hora de crescer, de caminhar com minhas próprias pernas, de ser alguém.


A paciência tem um papel fundamental em todo esse emaranhado de situações cotidianas, ela pode ser a minha principal arma na busca de meus objetivos, estou renovando-a a cada dia, apesar de (quase) fraquejar em alguns momentos. Ouvi um ditado em algum lugar que dizia: Desista à noite e recomece pela manhã. A paciência é importante. É um dom. Mas é preciso mais do que vontade para tê-la, é algo que esta pessoa que vos escreve não sabe definir ainda, mas que continua tentando... Todos os dias até descobrir.


♥ Eu te amo Bel, obrigado por você existir na minha vida!  ♥

R.I.P Steve Jobs - O maior dos maiores


1955-2011

Discurso memorável para formandos de Stanford, em 2005 



"Estou honrado por estar aqui com vocês em sua formatura por uma das melhores universidades do mundo. Eu mesmo não concluí a faculdade. Para ser franco, jamais havia estado tão perto de uma formatura, até hoje. Pretendo lhes contar três histórias sobre a minha vida, agora. Só isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira é sobre ligar os pontos.

Eu larguei o Reed College depois de um semestre, mas continuei assistindo a algumas aulas por mais 18 meses, antes de desistir de vez. Por que eu desisti?

Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem e não era casada; estava fazendo o doutorado, e decidiu que me ofereceria para adoção. Ela estava determinada a encontrar pais adotivos que tivessem educação superior, e por isso, quando nasci, as coisas estavam armadas de forma a que eu fosse adotado por um advogado e sua mulher. Mas eles terminaram por decidir que preferiam uma menina. Assim, meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam um telefonema em plena madrugada ¿"temos um menino inesperado aqui; vocês o querem?" Os dois responderam "claro que sim". Minha mãe biológica descobriu mais tarde que minha mãe adotiva não tinha diploma universitário e que meu pai nem mesmo tinha diploma de segundo grau. Por isso, se recusou a assinar o documento final de adoção durante alguns meses, e só mudou de idéia quando eles prometeram que eu faria um curso superior.

Assim, 17 anos mais tarde, foi o que fiz. Mas ingenuamente escolhi uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e por isso todas as economias dos meus pais, que não eram ricos, foram gastas para pagar meus estudos. Passados seis meses, eu não via valor em nada do que aprendia. Não sabia o que queria fazer da minha vida e não entendia como uma faculdade poderia me ajudar quanto a isso. E lá estava eu, gastando as economias de uma vida inteira. Por isso decidi desistir, confiando em que as coisas se ajeitariam. Admito que fiquei assustado, mas em retrospecto foi uma de minhas melhores decisões. Bastou largar o curso para que eu parasse de assistir às aulas chatas e só assistisse às que me interessavam.

Nem tudo era romântico. Eu não era aluno, e portanto não tinha quarto; dormia no chão dos quartos dos colegas; vendia garrafas vazias de refrigerante para conseguir dinheiro; e caminhava 11 quilômetros a cada noite de domingo porque um templo Hare Krishna oferecia uma refeição gratuita. Eu adorava minha vida, então. E boa parte daquilo em que tropecei seguindo minha curiosidade e intuição se provou valioso mais tarde. Vou oferecer um exemplo.

Na época, o Reed College talvez tivesse o melhor curso de caligrafia do país. Todos os cartazes e etiquetas do campus eram escritos em letra belíssima. Porque eu não tinha de assistir às aulas normais, decidi aprender caligrafia. Aprendi sobre tipos com e sem serifa, sobre as variações no espaço entre diferentes combinação de letras, sobre as características que definem a qualidade de uma tipografia. Era belo, histórico e sutilmente artístico de uma maneira inacessível à ciência. Fiquei fascinado.

Mas não havia nem esperança de aplicar aquilo em minha vida. No entanto, dez anos mais tarde, quando estávamos projetando o primeiro Macintosh, me lembrei de tudo aquilo. E o projeto do Mac incluía esse aprendizado. Foi o primeiro computador com uma bela tipografia. Sem aquele curso, o Mac não teria múltiplas fontes. E, porque o Windows era só uma cópia do Mac, talvez nenhum computador viesse a oferecê-las, sem aquele curso. É claro que conectar os pontos era impossível, na minha era de faculdade. Mas em retrospecto, dez anos mais tarde, tudo ficava bem claro.

Repito: os pontos só se conectam em retrospecto. Por isso, é preciso confiar em que estarão conectados, no futuro. É preciso confiar em algo - seu instinto, o destino, o karma. Não importa. Essa abordagem jamais me decepcionou, e mudou minha vida.

A segunda história é sobre amor e perda.

Tive sorte. Descobri o que amava bem cedo na vida. Woz e eu criamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhávamos muito, e em dez anos a empresa tinha crescido de duas pessoas e uma garagem a quatro mil pessoas e US$ 2 bilhões. Havíamos lançado nossa melhor criação - o Macintosh - um ano antes, e eu mal completara 30 anos.

Foi então que terminei despedido. Como alguém pode ser despedido da empresa que criou? Bem, à medida que a empresa crescia contratamos alguém supostamente muito talentoso para dirigir a Apple comigo, e por um ano as coisas foram bem. Mas nossas visões sobre o futuro começaram a divergir, e terminamos rompendo - mas o conselho ficou com ele. Por isso, aos 30 anos, eu estava desempregado. E de modo muito público. O foco de minha vida adulta havia desaparecido, e a dor foi devastadora.

Por alguns meses, eu não sabia o que fazer. Sentia que havia desapontado a geração anterior de empresários, derrubado o bastão que havia recebido. Desculpei-me diante de pessoas como David Packard e Rob Noyce. Meu fracasso foi muito divulgado, e pensei em sair do Vale do Silício. Mas logo percebi que eu amava o que fazia. O que acontecera na Apple não mudou esse amor. Apesar da rejeição, o amor permanecia, e por isso decidi recomeçar.

Não percebi, na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso me libertou para um dos mais criativos períodos de minha vida.

Nos cinco anos seguintes, criei duas empresas, a NeXT e a Pixar, e me apaixonei por uma pessoa maravilhosa, que veio a ser minha mulher. A Pixar criou o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é hoje o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. E, estranhamente, a Apple comprou a NeXT, eu voltei à empresa e a tecnologia desenvolvida na NeXT é o cerne do atual renascimento da Apple. E eu e Laurene temos uma família maravilhosa.

Estou certo de que nada disso teria acontecido sem a demissão. O sabor do remédio era amargo, mas creio que o paciente precisava dele. Quando a vida jogar pedras, não se deixem abalar. Estou certo de que meu amor pelo que fazia é que me manteve ativo. É preciso encontrar aquilo que vocês amam - e isso se aplica ao trabalho tanto quanto à vida afetiva. Seu trabalho terá parte importante em sua vida, e a única maneira de sentir satisfação completa é amar o que vocês fazem. Caso ainda não tenham encontrado, continuem procurando. Não se acomodem. Como é comum nos assuntos do coração, quando encontrarem, vocês saberão. Tudo vai melhorar, com o tempo. Continuem procurando. Não se acomodem.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que dizia algo como "se você viver cada dia como se fosse o último, um dia terá razão". Isso me impressionou, e nos 33 anos transcorridos sempre me olho no espelho pela manhã e pergunto, se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço? E se a resposta for "não" por muitos dias consecutivos, é preciso mudar alguma coisa.

Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo do fracasso - desaparece diante da morte, que só deixa aquilo que é importante. Lembrar de que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar armadilha de temer por aquilo que temos a perder. Não há motivo para não fazer o que dita o coração.

Cerca de um ano atrás, um exame revelou que eu tinha câncer. Uma ressonância às 7h30min mostrou claramente um tumor no meu pâncreas - e eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que era uma forma de câncer quase certamente incurável, e que minha expectativa de vida era de três a seis meses. O médico me aconselhou a ir para casa e organizar meus negócios, o que é jargão médico para "prepare-se, você vai morrer".

Significa tentar dizer aos seus filhos em alguns meses tudo que você imaginava que teria anos para lhes ensinar. Significa garantir que tudo esteja organizado para que sua família sofra o mínimo possível. Significa se despedir.

Eu passei o dia todo vivendo com aquele diagnóstico. Na mesma noite, uma biópsia permitiu a retirada de algumas células do tumor. Eu estava anestesiado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células ao microscópio começaram a chorar, porque se tratava de uma forma muito rara de câncer pancreático, tratável por cirurgia. Fiz a cirurgia, e agora estou bem.

Nunca havia chegado tão perto da morte, e espero que mais algumas décadas passem sem que a situação se repita. Tendo vivido a situação, posso lhes dizer o que direi com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual.

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o céu prefeririam não morrer para fazê-lo. Mas a morte é o destino comum a todos. Ninguém conseguiu escapar a ela. E é certo que seja assim, porque a morte talvez seja a maior invenção da vida. É o agente de mudanças da vida. Remove o velho e abre caminho para o novo. Hoje, vocês são o novo, mas com o tempo envelhecerão e serão removidos. Não quero ser dramático, mas é uma verdade.

O tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar por dogmas - isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. Não permitam que o ruído das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu coração e suas intuições, porque eles de alguma maneira já sabem o que vocês realmente desejam se tornar. Tudo mais é secundário.

Quando eu era jovem, havia uma publicação maravilhosa chamada The Whole Earth Catalog, uma das bíblias de minha geração. Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, não longe daqui, em Menlo Park, e ele deu vida ao livro com um toque de poesia. Era o final dos anos 60, antes dos computadores pessoais e da editoração eletrônica, e por isso a produção era toda feita com máquinas de escrever, Polaroids e tesouras. Era como um Google em papel, 35 anos antes do Google - um projeto idealista e repleto de ferramentas e idéias magníficas.

Stewart e sua equipe publicaram diversas edições do The Whole Earth Catalog, e quando a idéia havia esgotado suas possibilidades, lançaram uma edição final. Estávamos na metade dos anos 70, e eu tinha a idade de vocês. Na quarta capa da edição final, havia uma foto de uma estrada rural em uma manhã, o tipo de estrada em que alguém gostaria de pegar carona. Abaixo da foto, estava escrito "Permaneçam famintos. Permaneçam tolos". Era a mensagem de despedida deles. Permaneçam famintos. Permaneçam tolos. Foi o que eu sempre desejei para mim mesmo. E é o que desejo a vocês em sua formatura e em seu novo começo.

Mantenham-se famintos. Mantenham-se tolos. Muito obrigado a todos."

Morre o maior gênio do nosso mundo contemporâneo, o criador das mais avançadas tecnologias do planeta. Um gênio revolucionário. Sua maçã fica...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cabeça de Porco.


Depois de duas semanas apertadas em meios as provas na faculdade, esse fim de semana pude ler o livro que havia começado a ler a algumas semanas, e um dos melhores livros que li esse ano. Sim, o título parece estranho. Mas o conteúdo é tão comum e vivenciamos todos os dias, a violência e como ela interfere na criação da identidade de adolescentes e jovens. O livro Cabeça de Porco (Editora Objetiva) é uma parceria de três autores, MV Bill (rapper, muito conhecido pelo documentário Falcão), Celso Athayde (empresário de Hip-Hop) e Luiz Eduardo Soares (antropólogo). 

O livro não é composto por crônicas sobre a violência, mas relatos reais da realidade de favelas em todo o Brasil, que fazem parte de uma extensa pesquisa feita por Bill e Celso, e a partir desses fatos Luiz Eduardo Soares faz ótimas reflexões sobre essa grave situação que inclui não apenas a violência, mas o descaso das autoridades, a corrupção que envolve os diversos setores do país e mostrando como o incentivo a cultura é um dos grandes remédios para a mudança desse quadro social.

Aqui abro o parêntese para a participação de Luis Eduardo Soares. Tive a oportunidade de ler primeiro o Falcão, os meninos do tráfico. Que é, na verdade, uma obra posterior à Cabeça de Porco. Mas a visão do antropólogo enriqueceu bastante a leitura.


E qual tem sido nosso papel nessa sociedade tão conturbada? Esse tipo de indagação e questionamento surgiu enquanto lia Cabeça de Porco.

Se você se interessa em entender o contexto social que vivemos procure esse livro, e se você não se conforma mais em ver tudo desse jeito, faça alguma coisa! Se posicione!

Não adianta tratar todos os favelados como bandidos, ou clamar por leis mais duras que punam os pobres e beneficiem os ricos. Já estamos inchados de leis para punir quem pouco tem. Também não é solução cobrar da polícia mais violência, ou mais mortes nas favelas. O livro mesmo trás alguns relatos que mostram que todos que estão nesta vida, estão por pura necessidade, para não passar fome, pois não conseguem emprego, pela cor, pela localização, pela falta de educação de qualidade.

O mais interessante, de fato, é ver que quem patrocina tudo isso é quem, na maioria das vezes critica veementemente os bandidos favelados, é quem vai para a televisão espalhar o sensacionalismo, jornalistas, políticos, pessoas da alta sociedade que de dia criticam, pedem mais rigor contra os crimes, mais rigor contra o tráfico, penas maiores e durante a noite para o seu possante na favela e pega 300 reais de “carga”.

A hipocrisia, a demogagia por aqui merece um prêmio.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quando Deus fecha uma porta ELE abre uma janela!






Um dia um indivíduo estava preso em uma cela.


O xerife chegou para ele e disse assim:

- Fulano, aqui nesta cela tem uma saída para a rua. Vou dar a noite toda para você descobrir. Se encontrar você pode sair que ninguém irá te impedir. Boa sorte.

E saiu.

O sujeito ficou pensando a noite toda, checando todos os pontos imaginários e possíveis segundo sua inteligência permitia. Paredes, janelas etc.

Ao final da noite pensou: este safado do xerife me enganou. Não existe a tal saída. Amanheceu o dia e então o xerife se apresentou para ele e perguntou:

- E aí, não descobriu a saída né?

Ele revoltado disse:

- O senhor me enganou, não tem saída

O xerife respondeu:

- Então empurra a porta.

Ele assim fez e a porta estava aberta. Só estava encostada.

Trazendo para a prática de nossa vida significa que na maioria das vezes não encontramos a saída por estarmos tão preocupados que não prestamos a devida atenção no que está em nossa volta.

Na Dificuldade a Oportunidade!



O que são as dificuldades em nossa vida?

Para alguns, motivo de desespero e angústia. Para outros, a oportunidade de transformação e superação.

Qual será a diferença nos dois tipos de comportamento acima?

O que você acha? Pense sobre isso!

Precisamos URGENTEMENTE aprender a “olhar” a vida com outros olhos, mudando o nosso ângulo de visão, ou seja, exercitando o que Edward de Bono chama de Pensamento Lateral.  É de extrema importância persistir mediante as frustrações da vida e apesar dos “tombos” continuar tentando, novamente e novamente, de um jeito diferente!

Se buscarmos a nossa volta veremos quantos exemplos existem de pessoas que se superaram e descobriram maneiras diferentes de “continuar tentando”.... “Continuar a caminhada” e conseguiram.

Abaixo vou deixar as frases de maior significância no que diz respeito ao referido tema. Elas servem de inspiração pra mim. Quem sabe pra você também?

“No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.” - Albert Einstein

“O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.” - Henry Ford

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.” - Winston Churchill

“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.” -  João Guimarães Rosa