segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O que é Ética?

A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta. No livro O que é Ética de Álvaro Valls, podemos constatar uma cronologia de todos os acontecimentos que nos levaram ao entendimento atual sobre a palavra ética, desde seus primórdios com Sócrates, Platão e Aristóteles até pensadores e suas convicções mais contemporâneas como Kant.

Sócrates foi chamado de o fundador da moral porque a sua ética – e a palavra moral é sinônimo de ética, acentuando talvez apenas o aspecto de interiorização das normas –, não se baseava simplesmente nos costumes do povo e dos ancestrais, assim como nas leis exteriores, mas sim na convicção pessoal, adquirida através de um processo de consulta ao seu “demônio interior” – como ele dizia –, na tentativa de compreender a justiça das leis.

Uma passagem que me chamou bastante atenção dizia que o Sábio é exatamente aquele que busca assemelhar-se a Deus, tanto quanto lhe é possível humanamente. O diálogo das LEIS afirma que “Deus é a medida de todas as coisas”

Platão organiza quatro grandes virtudes da Ética, estas são: Justiça; Prudência ou Sabedoria; Fortaleza ou Valor; Temperança.

Kant, sonhador que só ele, achava que a igualdade entre os homens era fundamental para o desenvolvimento de uma ética universal. Portanto, estaremos sempre em busca desta ética, uma vez que nossa busca pela igualdade vai se constante e eterna.

Para mim, ética é seguir afinco seus princípios, sem passar por cima dos outros, simplesmente isso...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pedro Ranzi

Serenidade e equilíbrio nas palavras, sem fazer julgamento de valor, sem falar mal de outros poderes ou falar o que não lhe é de total conhecimento. Este é o Dr. Pedro Ranzi, homem admirável, grande por suas decisões no TJ e agora pelo equilíbrio e competência que vai levando o TRE. Abaixo sua entrevista de ontem no Gazeta Entrevista.

Acre é o estado mais encarcerador do país

LUIZ FLÁVIO GOMES*
Mariana Cury Bunduky**
 
Na última atualização de dados do Sistema de informações do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), datada de junho de 2011, foram discriminadas as quantidades de presos em cada estado do Brasil, bem como o número de presos a cada 100 mil habitantes.

Com 3.941 presos e uma população de 732.793 habitantes, o estado do Acre foi o 21º colocado, em números absolutos, dentre os estados com maior número de presidiários no Brasil. Considerado, no entanto, o índice de presos a cada 100 mil habitantes, o estado lidera como o mais encarcerador do país!

O Acre apresentou a taxa de 537,81 presos a cada 100 mil habitantes. A maior de todos os estados! Superior a estados como São Paulo (430,93), Mato Grosso do Sul (466,09) e Distrito Federal (382,76).

O último colocado foi o estado do Maranhão, que até de junho de 2011 contava com 6.367.138 habitantes e 5.473 presos, ou seja, um total de 85,96 presos a cada 100 mil habitantes. Logo depois, vêm Piauí (com 90,01 por 100 mil habitantes) e Bahia (com 94,27 presos a cada 100 mil habitantes).

As diferenças entre os estados se dão por peculiaridades de cada qual, como questões culturais, políticas e sociais. Porém, em presídios de todo o país há retratos de barbárie, descaso e desumanidade (Veja: Sistema penitenciário mantinha mais de 21 mil presos irregulares).

Os números de presos não são baixos, e as prisões estão longe de trazerem a almejada ressocialização, sobretudo em nossa sociedade, onde as cobranças por mais punições e encarceramento são cada vez mais crescentes. O populismo penal no Brasil é uma das causas da explosão carcerária.

*LFG – Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Acompanhe meu Blog. Siga-me no Twitter. Assine meu Facebook.
**Advogada e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Xapuri

Estive, no último dia 20, em Xapuri, para a festa de São Sebastião. Foi a primeira vez que tive a oportunidade de visitar esta cidade tão importante para o estado do Acre, por sua tradição nesta festa e também por ser a terra do nosso glorioso Chico Mendes.

A cidade é bem organizada, limpa e com vários pontos turísticos que mostram um pouco das lendárias histórias contadas por nossos professores de história. Gostei bastante de tudo o que vi, pude registrar alguns lugares. A festa de São Sebastião é um evento que atrai pessoas de todo o Brasil e até do estrangeiro.

Selecionei algumas fotos que tirei para compartilhar...




Triste situação do nosso Rio Acre...

Fotos tiradas por mim.

Resposta da Diretoria da FAAO.

Enviei o post sobre o fraco desempenho no exame da ordem para a coordenação do curso. E tive a seguinte resposta que também foi para outros dois acadêmicos que achei bastante coerente e estimulante:

Prezados acadêmicos de Direito Marcos, Fátima e Ermeson,

Boa noite.

Cumprimento-os e agradeço pelas palavras de apoio e quero dizer que muito me alegra em ver nossos acadêmicos orgulhosos da instituição onde estudam e onde buscam, diariamente, pelos seus sonhos.

Quando escolhemos estudar em uma determinada faculdade, estamos ligados a ela para sempre. Mudamos a nós mesmos e aos outros nesta experiência. Por isso, a responsabilidade pela qualidade de nossas experiências dependerá, fundamentalmente, de nossas escolhas.

Sou muito orgulhosa das instituições por onde passei. E sou orgulhosa por estar atuando na FAAO juntamente com uma equipe – incluindo os alunos, dedicada a alcançar os melhores resultados. E isso, não é e nunca será tarefa fácil. Mas, tenho certeza, de que é um desafio que podemos sim superar.

A gestão de uma academia consiste num trabalho em que lidamos com diversas variáveis. Buscamos o acerto. Porém, algumas vezes, erramos. Mas não são os erros que devem ser destacados, mas nossa capacidade de enxergar quais foram nossos erros e vislumbrar a possibilidade de bons resultados. Apontar os erros é muito fácil. Os grandes líderes, entretanto, valorizam os acertos. Mesmo quando estes possam parecer discretos.

Torcerei e buscarei contribuir para que a qualidade do curso de Direito melhore a cada dia. Toda a direção da faculdade está se empenhando para que, juntos, possamos nos fortalecer para a resolução dos problemas que se apresentarem.

Saibam que vocês podem contar conosco.

Um grande abraço,

Patricia Yano.

O Coordenador divulgou a mensagem que chegou ao e-mail de alguns acadêmicos, tive outra resposta que transcrevo na íntegra.

Caro Marcos,
 
Em dezembro de 2011 concluir o curso de Direito na FAAO.  irei fazer a porva da OAB pela 1ª vez.
 
 
Estudo na FIRB/FAAO há 11 anos - Sou graduada em Administração-Com. Ext. e Belª Direito.
 
Como Bolsista no curso de Direito.
 
Sua palavras não forão duras, é realidade, enquanto uma turma de academicos estudam, trabalham, cuido de familia conheci colegas que fazia bico de madrugada p/ ajudar a pagar a faculdade. - Conheci colegas que nunca levaram um caderno (filho de burguÊS), e, que por varias vezes perguntava qual seria aprova daquele dia.
 
Na UFAC, tenho amigos que estudam lá - para entrar é facil - duro é sair - (greves, ñ dispõe de biblioteca atualizada, alguns professoras vão uma vez por semana passa um trabalho e vão embora...etc)
 
Na FAAO tanto  o proprietario, coordenação, professores todos são compremetidos com a instituição.
 
Parabéns pelo seu artigo!!
 
Escreva mais artigos relacionados a este Tema, porem dando incentivo ao interesse pelo estudo - estarei acompanhando seu blog. e, irei divulga-lo.
 
Eu sempre dizia a meus colegas, que o prêmio do estudante de direito não é Diploma - não é passar 5 anos anos na academia - o seu premio é carteira da Ordem.
 
saudações.
 
Fatima Barroso

Fico feliz em saber que a mensagem se espalha e que algumas medidas estão sendo tomadas em prol da manutenção e aprimoramento do curso, a direção e coordenação já estão se movendo para reavaliar alguns pontos cruciais e melhorar o que precisa melhorar a fim de beneficiar os alunos; não obstante, fico feliz pela atenção e preocupação dos diretos e coordenadores com as manifestações dos alunos, isto é salutar e estimulante para não ficarmos calados.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alunos do Acre passam fome e ainda são chamados de preguiçosos.





Muito se tem falado a respeito deste tema nas últimas semanas, desde o anúncio do resultado do ENEM que revelou que grande parte dos cursos mais concorridos deverão ser preenchidos por pessoas de fora do nosso Estado. Li no Blog do Altino o artigo do Prof. Pascoal e concordo com ele quando diz que os alunos querem o caminho mais fácil, mais curto, mas isso faz parte de uma alienação antiga que vem sido pregada na educação. Jorge Viana assumiu e mudou a média de 7 para 5, numa forma de mascarar e fazer com que mais alunos concluissem o ensino médio, fracassou. A briga principal é se a culpa desta falência em nossa educação é do governo que oferece um serviço de má qualidade ou se é dos alunos que não se esforçam.

Na minha opinião existe muito mais por trás destas duas justificativas. O governo tem sim grande parcela de culpa, pois não oferece um ensino de qualidade, mas também não é correto atribuirmos toda esta culpa ao governo uma vez que os próprios alunos não se mostram interessados em estudar. Não obstante, vale lembrar que muitos passam por situações precárias, é muito fácil criticar e chamar os estudantes acreanos de preguiçosos, mas muitos passam fome e estudam com muito esforço, muitos vão para as aulas sem comer, enquanto a verba do lanche gratuito das escolas públicas é desviada.

A Situação é muito mais complicada do que isso. Nesta questão, exalto a UFAC por seus programas de permanência, auxílio transporte, bolsas e etc, que ajudam o aluno de baixa renda a “sobreviver”, muitos passam o dia na instituição, almoçam, têm transporte, têm uma bolsa no fim do mês para ajudar em casa. Se coisas parecidas fossem feitas pelo estado no ensino médio, as coisas poderiam ser diferentes. Bolsa família se mostra ineficaz neste quesito, apesar de sua essência ser louvável.

Temos que buscar por um ensino de excelência, mas temos que ter um olhar mais sociológico da coisa e ver o que realmente acontece. Trazer o Vestibular ou permanecer o ENEM isso não muda em nada. Há de se preocupar com uma estrutura mais sólida do estado no que diz respeito a educação, há de se propor ações afirmativas para alunos oriundos de escolas públicas poderem ter acesso ao curso superior, criar aulas em período integral, enfim... há muito o que fazer...