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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Concisão e Clareza nos Textos

Sempre gostei de escrever, desde os primórdios de minha infância quando jogava RPG descrito. Hoje uso este Blog como ferramenta para aprimorar minha escrita. Não busco técnica ou especificidades complexas para escrever, pelo contrário, busco concisão e clareza. Descomplicar e facilitar o entendimento do receptor, de quem lê o que eu escrevo, para assim também poder aprimorar minha fala.

Concisão e clareza andam juntas, são irmãs gêmeas, e são as características mais importantes de um texto, de qualquer espécie. É de suma importância que saibamos nos comunicar de forma simples, objetiva e clara. Concisão nada mais é do que a transmissão do máximo de informações com o mínimo de palavras, este é um defeito que aos poucos estou tentando corrigir; escrever menos e com mais objetividade, impessoalidade, uniformidade, padronização...

Quando não se faz obrigatório, necessário é escrever de maneira objetiva, para assim evitar textos cansativos e repetitivos. Daí a importância da concisão, diminuir os excessos linguísticos e servir de ferramenta fundamental para a clareza.

Li em um livro uma frase que me chamou muito a atenção, é uma frase de Winston Churchill – grande orador britânico.

“Das palavras, as mais simples. Entre as mais simples, a menor.”

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pequena falha gramatical...




O certo seria: 1º FÓRUM DE DEBATE: O ENDIVIDAMENTO DO ACRE - deveria manter o que está no telão: 1º Fórum sobre o endividamento do Acre, até porque esse não é o primeiro fórum de debate. Ou então poderia ser: 1º Fórum de debate sobre o endividamento do Acre. Enfim...

O pior vem logo a seguir: “NÃO SOMOS CONTRA OS EMPRÉSTIMOS. MAS EXIJIMOS TRANSPARÊNCIA COM O DINHEIRO PÚBLICO!”

As únicas maneiras de trocar o G pelo J no verbo Exigir são:

No presente do indicativo eu exijo

No conjuntivo que nós exijamos (presente e suas variáveis)

ou no imperativo exijamos nós (afirmativo e negativo seguindo suas variáveis possíveis)

Mais atenção com quem está produzindo os cartazes e faixas heim senhor Tião Bocalom. No mais o Fórum parece ter sido proveitoso e de fundamental importância.

PS - Mas eu entendo, vocês não têm a CIA de Selva para fazer produções milionárias... Hahahaha

quinta-feira, 21 de julho de 2011

As “Entrelinhas” da Linguagem.


A linguagem tem sido uma constante preocupação humana. Desde os mais remotos tempos vêm-se as pessoas voltadas para questões da linguagem. Foi assim na Grécia antiga quando os pensadores já se deixavam seduzir por questionamentos como: as palavras imitam as coisas? Como se dá os nomes às coisas?  Qual o poder das palavras na vida das pessoas? Qual a função política da linguagem?

No mundo atual, também, essas preocupações habitam a alma das pessoas. Entende-se que as palavras se transformam conforme mudam as necessidades humanas. As sociedades evoluem, surgem novas necessidades e criam-se novas palavras para expressá-las. Muitas vezes perdem seu sentido original e ganham novas significações.

Contudo, numa ou n’outra direção, nada mais perigoso do ponto de vista político do que o uso das palavras.  Assim os sofistas, na Antiguidade, ao perceberem a importância da linguagem, especializaram-se na retórica. Por isso mesmo, naqueles tempos, quando a persuasão constituía uma força pública, impunha-se a eloquência. Hoje, pouco ou quase nada serve a eloquência quando a força pública substitui a persuasão. Contam que Heródoto lia sua história aos povos da Grécia, reunidos ao ar livre, e tudo ressoava com aplausos. Hoje o aluno que, num dia de assembléia pública, lê uma memória, é ouvido com dificuldade no fundo da sala, porquanto tantos conversam.

Também não é por acaso que, em geral, políticos e burocratas autoritários tendem a metamorfosear as palavras, mascarando-as ou destituindo-as do seu significado real. Com isso, boa parte dos mal-entendidos e, inclusive, dos problemas de compreensão da realidade brasileira se devem às armadilhas das palavras. E como toda armadilha, ela não é casual, porém obedece a uma intenção e planos determinados, como mostram os exemplos:

ACORDOS POLÍTICOS – conchavo feitos às portas fechadas (o povo é excluído, portanto levam mais em consideração os interesses das partes do que os da população). 

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - perspectiva de melhora do padrão de vida pessoal: tenho mais do que tinha, portanto terei mais amanhã do que tenho hoje. 

DIREITA - qualificação de quem é direito. Portanto, algo positivo. O contrário de esquerda.

ESQUERDA - associação indesejável porque é o oposto de direita. 

GASTOS EXCESSIVOS DO GOVERNO - decorrem da dívida externa, da corrupção, dos marajás e das mordomias. Fazem com que não sobre dinheiro para os serviços públicos essenciais (educação, saúde, habitação, transporte, segurança).

GOVERNO - associado à ideia de corrupção, mordomias, marajás. Precisa, então, pelo menos, ser realizador = fazer muitas obras e criar empregos. As classes de baixa renda (que afinal decidem eleições) estão, no fundo, pouco ligadas a questões ideológicas e/ou éticas, desde que vejam muitas obras que facilitem sua vida, e tenham comida e trabalho para a família, além de facilidades de deslocamento = transporte e moradia perto do trabalho.

OPERÁRIO - é o outro trabalhador, "igual à gente". De um lado é o companheiro de trabalho, mas também é quem compete pelo mesmo emprego e promoção. Se puder, pisa em cima e, se conseguir, "rouba até o meu sapato". 

PARTIDO POLÍTICO - um conjunto fechado de pessoas que se dedicam à atividade política. É o partido que estabelece os compromissos que amarram os candidatos e impedem que estes, quando eleitos, nomeiem as pessoas mais capazes.

NEOLIBERALISMO - palavra que nada significa, sendo utilizada para criar um inimigo imaginário. Diz-se também dos que a utilizam “pobres de espírito”.

Perceba que por trás dessa brincadeira há uma mensagem vigorosa, profunda, de que as palavras regem a ordem do mundo e podem mudar os rumos da realidade. O que seria do ser humano sem as palavras? Toda nossa história, racionalidade e arte são fundadas por palavras. Logo, saber as origens das palavras, estudar as suas metamorfoses e seus usos, conforme os interesses, por todas as épocas, é essencial para a luta permanente contra o esquecimento. Um povo que não conhece o seu passado, ou o conhece sob a ótica dos que dominam, é incapaz de mudar o presente e construir o seu futuro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Algumas Dicas de Português Forense.


IMPRÓPRIAS
PRÓPRIAS
A defesa entrou com recurso
A defesa interpôs recurso
Aposentados recebem vencimentos
Aposentados recebem proventos
As injeções já foram aplicadas
As injeções já foram feitas
As sentenças são anunciadas
As sentenças são prolatadas ou proferidas
Caiu dentro da piscina
Caiu na piscina
Chefes dos Executivos recebem vencimentos e ajuda de custo
Chefes dos Executivos recebem subsídios e ajuda de representação
Despachos de juízes são assinados
Despachos de juízes são exarados
Despesa é limitada
Despesa é fixada
Ele está atendendo a telefonema dela
Ele está atendendo ao telefonema dela
Empregados regidos pela CLT recebem ordenados
Empregados regidos pela CLT recebem salários
Escreventes da Justiça são funcionários
Escreventes da Justiça são serventuários
Estive na divisa do Brasil com a Bolívia
Estive na fronteira do Brasil com a Bolívia
Exonerações são decretadas
Exonerações são concedidas
Falou no telefone
Falou ao telefone
&39;Habeas corpus&39; são requeridos
&39;Habeas corpus&39; são impetrados
Impetra-se mandato de segurança
Impetra-se mandado de segurança
Juiz dá parecer ou opinião
Juiz vota, dá sentença ou julga
Juiz expede mandato de busca e apreensão
Juiz expede mandado de busca e apreensão
Ministério é &39;staff&39; governamental
Ministério é Secretaria de Estado
O carro chocou-se contra o poste
O carro chocou-se com o poste
O custo do processo é muito elevado
As custas do processo são elevadas
O guarda extraiu a multa
O guarda aplicou a multa
O legista fez a autópsia no cadáver
O legista fez a necropsia no cadáver
O Presidente pôs veto na lei
O Presidente opôs veto à lei
O que é bom para a gripe?
O que é bom contra a gripe?
Os promotores promovem libelos
Os promotores proferem libelos
Parlamentares exercem representação
Parlamentares exercem mandatos
Parlamentares recebem vencimentos
Parlamentares recebem subsídios
Prisões preventivas são expedidas
Prisões preventivas são decretadas
- Quem é? É fulana? - É ela mesma!
- Quem é? É fulana? - Sim, sou eu!
Quero falar consigo
Quero falar com você (ou com o senhor)
Questões de ordem no Parlamento são requeridas
Questões de ordem no Parlamento são levantadas
Receita é calculada
Receita é estimada
Recorre-se da decisão do juiz
Apela-se da decisão do juiz
Recursos são requeridos
Recursos são interpostos
Temos várias alternativas
Temos alternativas
(opção entre duas coisas)
Tirou a criança para fora do buraco
Tirou a criança do buraco
Venci na vida às minhas custas
Venci na vida à minha custa
Viúvas e herdeiros recebem proventos
Viúvas e herdeiros recebem pensões

Autora: Profª. Ph.D. Luisa Galvão Lessa

segunda-feira, 25 de abril de 2011

É preciso saber Escrever!


Tenho observado a grande dificuldade dos estudantes, nas escolas, faculdades – na minha sala principalmente Hahahaha – e também em empresas públicas ou privadas com a comunicação escrita. Eles dominam a língua portuguesa na feição oral, mas quando chega à hora de escrever é um Deus nos acuda... Muitas vezes não entendem ser a língua escrita diferente da feição oral. A escrita requer aprendizado, domínio das regras gramaticais e textuais. Então, é preciso saber que a linguagem e, sobretudo, a comunicação escrita, conta com especialistas, requer aprendizado. Não é — como o processo educacional leva-os a acreditar — uma coisa natural. Natural é a fala, não a escrita. É por isso que a escrita conta com tantos aparatos: dicionários, gramáticas, revisores, editores, intérpretes, etc.

De outra parte, a dificuldade não está, apenas, com os estudantes, considerando que muita gente boa não domina a feição escrita da língua, quando esta é indispensável no mundo atual. Já passou o tempo em que as pessoas ficavam somente nas palavras... Agora é importante saber escrever, é uma exigência do mercado de trabalho. O mundo está repleto de mensagens eletrônicas, manuais, revistas, códigos de conduta, relatos, cartazes, anúncios, enfim, um mundo de leituras. A pessoa lê, registra, arquiva, reflete, analisa e escreve. Porém, não há nada de anormal em não se saber escrever, segundo a expectativa de um padrão ditado por razões sociais e culturais. Tem gente no alto escalão da República que não sabe escrever, embora saiba falar. Mas isso não simboliza modelo para ninguém seguir. Pois mesmo diante de dificuldades, não se deve deixar de escrever bons textos, considerando ser a escrita fonte de criação, conhecimento, memória, interação social e sucesso profissional garantido.

Ainda, a comunicação escrita, dependendo do contexto e da finalidade, assume características muito peculiares. Por isso, não se pode pensar o texto como algo monolítico, como uma família em que todos tenham a mesma fisionomia. Há textos e textos, e assim é preciso que os redatores [escritores] se dêem conta dessa numerosa diversidade. Para muitas pessoas escrever um simples ofício é tarefa tão árdua quanto falar em público: as palavras nunca parecem adequadas, as idéias recusam-se a seguir uma ordem lógica e o resultado final, quase sempre, fica abaixo das expectativas. E, nestes tempos de comunicação virtual, as pessoas parecem estar perdendo a capacidade de escrever. E o pior, estão dando pouca importância à qualidade da comunicação escrita, cada vez mais restrita às mensagens telegráficas dos e-mails, msns, twitters, facebooks e outros destruidores da escrita.

Assim, face às expectativas do mundo atual, é basilar saber escrever. Isso não significa que cada pessoa se torne um especialista da escrita. Não, não é isso. Porém é preciso reconhecer que uma capacitação técnica ajuda e muito a melhorar o desempenho cotidiano. Desse modo se ganha tempo, produtividade e excelência. Mas isso — fique claro — nada ou pouco tem a ver com gramática, como muitos pensam. A urgência reside na necessidade cotidiana e imperiosa de se escrever e de se utilizar a língua como ferramenta de trabalho.

Por isso tudo é importante seguir um aprendizado, mas com a certeza que ele não acontece por "milagre" e nem será do dia para a noite que há de se aprimorar a comunicação escrita. Escrever é como andar de bicicleta: uma questão de prática. Só se aprende tentando. É preciso investir na capacitação profissional, porque cada pessoa é aquilo que fala e escreve. Alguns escrevem mais e melhor que outros. Então, se é importante competir, também é importante dominar esse código da escrita, não apenas desenhando letras, mas produzindo textos (orais e escritos) que digam daquilo que cada um é diferentemente do outro. Aí, então, a comunicação escrita fará a diferença no mundo do trabalho, hoje tão competitivo, garantindo o sucesso das pessoas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Emprego ou Trabalho?


O mundo passa por transformações em praticamente todas as atividades humanas, o que inclui, sobretudo, o universo do trabalho que, com o advento da globalização, não querendo ou mesmo não sabendo, todos nós participamos de uma concorrência mundial. Em verdade, mudanças sempre existiram. Porém, hoje, as mudanças são constantes e a velocidade em que elas ocorrem é cada vez mais rápida. O sucesso de ontem já não garante mais o sucesso de hoje e, consequentemente, não sustentará o sucesso de amanhã. 

O sistema econômico mundial está, hoje, fortemente inserido no domínio do sistema privado sobre a propriedade governamental do mercado livre sobre um controle central. O capitalismo se sobrepondo ao socialismo, a democracia ao comunismo e, por último, os mercados abertos praticamente eliminando os mercados fechados.
Dentre as características que definem um profissional atual, de alta performance, podem-se enumerar: liderança, alinhamento de propósitos, comunicação afetiva, uma visão comum do futuro, foco no mercado de trabalho, talentos criativos, rapidez de respostas, responsabilidades compartilhadas, senso de justiça, ética. 

Competir na era do capital humano exige muito trabalho, esforço e determinação. O ser humano, com toda a sua potencialidade, é a figura principal na formatação destes novos tempos e, efetivamente, pode fazer a diferença no sentido de construir empresas mais ágeis e lucrativas, assim como um mundo justo e humano. Pois, somente assim terá valido à pena ter vivido estes novos tempos em que o capital humano é personagem principal desta nossa história. 

Algumas conclusões são oportunas à luz deste novo cenário. A capacitação das pessoas será um dos fatores críticos de sucesso para a sobrevivência das empresas, nestes novos tempos. A prontidão para agir é outro ponto importante, ou seja, necessitamos de pessoas pró-ativas que possam ousar, mesmo correndo riscos calculados, mas que tentem buscar novas soluções para antigos problemas e que se sintam motivadas a fazerem isto. 

O conhecimento está em alta nesta era do capital humano, porém conhecimento só não é suficiente. É preciso que esse conhecimento possa ser colocado em prática, pois são as ações provenientes dele que gerarão as soluções de que necessitamos. Resultados são consequências do nosso poder de criar soluções para os problemas ou desafios que nos são apresentados. Estamos passando de uma força de trabalho braçal para uma força de trabalho intelectual. 

Na verdade, a palavra emprego está em extinção, bem como quase tudo o que dela decorre. Hoje o que devemos buscar é um trabalho. Antigamente o importante era a pessoa ter um emprego para toda vida. Hoje o que importa é a pessoa ser empregável pela vida toda. Vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável, desafiadora e ao mesmo tempo evolutiva. Este é o nosso tempo. É urgente adequar-se a ele.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Linguagem Jurídica - É Difícil Escrever Direito?

Texto de Roger Luiz 

Roger Luiz Maciel – Professor de Português e Literatura, Cronista Literário e Bacharel em Direito.

Meu comentário: Roger Luiz Maciel descreve em seu texto sobre o excessivo uso da linguagem formal muito utilizada pelos operadores do direito. Ao rebuscar os textos com termos de difícil entendimento, o jurista exclui a sociedade – geralmente o seu alvo principal – e, por muitas vezes, acaba sendo incompreendido pelo próprio destinatário por sua falta de objetividade. Como é algo cultural, vejo um pouco de preocupação com o status e, até certo ponto, a arrogância, uma vez que a maioria dos operadores do direito tem esse costume em seus documentos oficiais, todos querem incluir-se nesse grupo, como se demonstrasse superioridade perante outrem.


Outro ponto importante é a quantidade exagerada dos pronomes de tratamento, no entanto, não condeno esse excesso uma vez que a maioria dos juízes também tem esse grave defeito em exigir tal formalidade, mesmo não tendo títulos de doutorados, eles exigem serem tratados como vossa excelência e também doutor, não apenas os advogados, mas toda a classe jurídica teria de passar por uma reforma relacionada à escrita e, consequentemente, à linguagem falada. Tarefa esta praticamente impossível.


O autor dá várias dicas para tornar o texto jurídico mais objetivo, conciso e claro, pois esta deve ser a preocupação do operador do direito e, naturalmente, terá êxitos ao ser mais claro em seus documentos e também na sua fala. Nota-se que hoje em dia escrever e falar difícil já não é mais tão importante e impressionante como antes, é necessário saber se expressar de maneira que todos entendam, pois os juristas trabalham para a sociedade e é nela que eles devem pensar.


Infelizmente, esta é uma situação difícil de ser alterada a curto prazo, o que se pode fazer é uma maior atenção para as faculdades de direito, orientando os docentes para que estes passem esta fórmula mágica aos acadêmicos, e que estes, por sua vez, saiam das faculdades com o pensamento de que a objetividade é a essência de tudo. É essa classe de estudantes, pois, que poderá fazer a diferença no meio jurídico num futuro próximo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dicas Para Escrever Bem²


Você é do tipo que está se viciando em digitar tudo axim? Mxmu? Ou pensa que está arrasando tentando escrever bem quando na verdade você é um verdadeiro psicopata da língua?  Esse post é pra você!
Apesar do tom bem humorado e descontraído, as dicas são ótimas e podem ajudar muito. Ou alguém aí acredita que um cara que fala "nós vai" será capaz de conseguir se dar bem numa entrevista para um bom emprego, por exemplo? Falar e escrever bem ainda é muito importante, e como hoje em dia os que conseguem praticar essa nobre arte são cada vez mais raros, cada vez maiores se tornam as chances, em todas as áreas, daqueles que sabem se expressar bem. Aí vão as dicas...

1. Deve-se evitar ao máx. utiliz. abrev. Ok.?

2. É desnecessário fazer-se empregar um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo, que pode assaz raiar ao exibicionismo narcisístico.

3. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns e expressões manjadas, pra não ser pego com a boca na botija da sua incompetência literária...

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é muitas vezes desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in. Understand me?

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça da hora, tá ligado, mano?..

9. Palavras de baixo calão, não p..! Elas podem transformar o seu texto numa bela m..!

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações. Todas.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto em que a palavra repetitiva repetida se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem

14. Não seja redundante. Não é preciso dizer a mesma coisa mais de uma vez, de formas diferentes. Basta mencionar cada argumento uma só vez. Não precisa ficar repetindo de novo a mesma idéia, com outras palavras. Não repita a mesma idéia várias vezes de modos diferentes.

15. Seja mais ou menos específico. Ou não.

16. Utilize a pontuação corretamente o ponto a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido uma observação em especial será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

17. Quem precisa de perguntas retóricas?

18. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

19. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

20. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

21. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

22. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível e infantilizado!!!!!

23. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida, e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a tentar torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas e não massantes.

24. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

25. Seja incisivo e coerente, ou não.

26. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Mais importante, evite construir as frases juntando sempre o verbo "estar" com o gerùndio. Se fizer isso, você vai estar deixando seu texto pobre, e vai estar causando ambiguidade: com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, e quem ler vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda vão estar acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante!

27. Outra barbaridade que tu deves evitar, tchê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras... Nada de mandar esse trem aí... Oxente... Entendeu bichinho?

28. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar. Pode ser insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo, sem parar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dicas para se fazer uma boa redação!

1. Não use gírias! Se ligou?
2. Não abrv.
3. Não esqueça de corlar o t.
4. Não esqueca de colocar a cedilha no ç.
5. Depois do ponto use a inicial maiúscula. lembre sempre disso.
6. Seja objetivo e claro, não fique colocando muitas palavras no texto para impressionar quem ler, pois colocando muitas palavras para transmitir uma mensagem, você pode cansar quem está lendo e fazer ele desistir.
7. Evite definir diretamente uma palavra, pois definição é explicar o significado de algo.
8. Não repita a mesma coisa com frases diferentes, ou seja, não reescreva a mesma idéia com outras palavras.
9. Não rime, só quem pode rimar é o poeta. Faça um texto correto, sem nenhum eco.
10. Nunca use a palavra nunca!

By - Marcos Krammer.