segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Advocacia Ameaçada.




Nesta quarta feira, 26, o Supremo Tribunal Federal irá julgar a ação movida pelo Ministério Público Federal sobre a (in) constitucionalidade do Exame da Ordem.


Posso dizer que o meu futuro e o futuro de milhares de acadêmicos de direito está em jogo. Uma vez julgado inconstitucional o mercado de trabalho para advogados estará condenado, não para os experientes, estes serão os principais beneficiados, pois já têm sua clientela e não poderão ser comparados aos recém saídos das faculdades, pois passaram no Exame enquanto ele era obrigatório e já possuem experiência. Possuem o pseudo selo de excelência que é dado pela OAB ao obterem êxito na prova. Não quer dizer que sejam melhores, mas a própria sociedade tende a criar preconceitos e taxações.


 O que sobrará aos futuros advogados? Desconfiança, competição desleal, desproporcional, prejudicial...injusta...

Ao escolher o seu advogado. Quem você escolheria? Aquele que acabou de sair de alguma faculdade de competência duvidosa e que sequer precisou passar pelo Exame de Ordem, ou um advogado que já possui experiência, passou no exame e tem curriculum?

Ainda hoje a vida de um jovem advogado é árdua, precisa brigar por espaço, mostrar capacitação e perspicácia. Mas as coisas não são tão difíceis como seriam se o Exame fosse extinto.  

A Carta Magna de 88 diz que o Advogado é imprescindível à administração da Justiça. É uma profissão séria, de amor, de perseverança, de muito estudo e, principalmente, de ética.

Não é uma profissão para ricos, filhos de desembargadores, não é profissão apenas de lucros, não é uma profissão irresponsável, como é o Ministério da Educação ao aprovar tantas e tantas faculdades de Direito no país.

Aí podem dizer, "mas medicina é uma profissão tão importante quanto". Mas vejam o número de faculdades que existem. As privadas são excelentes, vide o valor da mensalidade, sendo a mais barata com mensalidade acima de R$ 2.000. Fração mínima para uma manutenção de um curso como esse. É, pois, incomparável.

Meu futuro está ameaçado, o futuro da Advocacia que carece de fortalecimento está ameaçada. Por fim, que o STF seja justo com a Justiça, com a Coletividade. Estamos dependendo de vossas excelências...

Cartas a um Jovem Advogado.


Terminei de ler o livro Cartaz a um Jovem Advogado do renomado advogado Francisco Müssnich, um dos maiores em Direito Societário e Empresarial do País.

O autor acaba fazendo uma pequena auto-biografia, a fim de abrir a mente dos leitores para alguns ideais fundamentais para o sucesso nesta área. O senso crítico e o imenso conhecimento lhe dão propriedade para falar sobre os alunos e o ensino jurídico do país. Sua história de vida e formação acadêmica é inspiradora.

Separei alguns destaques que até grifei no livro:

“A profissão de advogado é multidisciplinar. O direito absorve conhecimentos, técnicas e métodos de outras carreiras, como Economia, Engenharia e Psicologia. Tudo isso molda o trabalho do advogado, confere a ele mais densidade, profundidade e organização. Estudar apenas Direito nem sempre leva ao sucesso. A mistura da competência técnica profunda em Direito com outro tipo de conhecimento diferencia bons profissionais dos verdadeiramente talentosos, excepcionais.”

“Sempre fui bom aluno. Não era o melhor da classe, lugar muitas vezes reservado àqueles que ou não faziam esporte ou não tinham namorada – enfim, não faziam nada além de estudar. Sempre procurei fazer tudo isso. E, ainda assim, estava sempre entre os melhores. O segredo de ser bom aluno não é só estudar; é prestar atenção na aula. O que é ouvido em sala estimula o estudante a se aprofundar em casa. Há muita diferença entre aprender sozinho, a partir do zero, e iniciar o estudo com algum conhecimento, por mínimo que seja. Quando o professor é bom, aguça a curiosidade.”

“Geralmente, os alunos brasileiros não gostam de se preparar para as aulas. Esperam que o professor apresente o conhecimento pronto, mastigado. Uma atitude muito passiva. Estudei em Harvard, nos Estados Unidos. Lá é diferente. Todos têm consciência de que precisam ler antes os casos que serão discutidos em sala. Os professores costumam questionar os alunos sobre o assunto em pauta. É preciso estar sempre preparado, nunca se sabe quando o aluno será chamado.”

“Um advogado tem de gostar de ler. Esta é uma profissão que exige atualização permanente. Todo dia uma decisão nova precisa ser estudada, todo dia uma nova lei é aprovada. Quem não lê – jornais, revistas especializadas, sites – fica para trás.”

“O mais importante fator de aprendizado é o convívio com grandes mestres.”

Paro nesta última e para mim a mais importante e reflexiva passagem do livro uma vez que praticamente todo o livro merece destaque. Digamos que foi como um balde de água fria, comecei a pensar à respeito e vi que ainda preciso melhorar muito nesta busca incessante pela excelência que ainda estou um pouco para trás.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Livros Importantes da minha Iniciação Jurídica.

Há muito tem me interessado obras para minha formação jurídica, especificamente, relacionadas à Advocacia, que é minha escolha de profissão. Apesar de ainda estar no começo de uma longa caminhada, acredito ser de importância ímpar decidir o que quero para meu futuro desde já, para que com isso possa me dedicar ainda mais nestes quase 4 anos que ainda faltam no curso de Direito. Obra fundamental para minha decisão foi um livro de um advogado criminalista e conterrâneo acreano, Dr. Sanderson Moura em Advocacia e Oratória ou do Homem de Bem que Sabe Falar.

Li também Oratória para Advogados e Estudantes de Direito de Reinaldo Polito e O Segredo de Falar em Público de Maurício Góis servindo de pequena base para o estudo da Oratória, característica fundamental de um advogado.

Quatro bons livros à respeito de Justiça, moral e direito que são: O Caso dos Exploradores de Cavernas; Dos Delitos e Das Penas; As Misérias do Processo Penal e O Caso dos Denunciantes Invejosos.

Sobre liderança li as duas obras de James C. Hunter: O Monge e o Executivo e Liderança Servidora.

Sobre estratégia li A Arte da Guerra de Sun Tzu.

Sobre a realidade da violência e pobreza do Brasil, assim como a mentalidade dos criminosos li Cabeça de Porco; Falcão – Meninos do Tráfico e Falcão – Meninas e o Tráfico (MV Bill, Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares). 

Relacionado à faculdade destaco obras importantíssimas como Introdução ao Estudo do Direito (Paulo Nader); A História do Direito no Brasil (Antônio Carlos Wolkmer) – sem contar todas as outras leituras parciais sobre Direito Grego, Romano, Europeu, etc. E Português Forense.

Já estou com um pequeno acervo para ler durante as férias que são: Cartas a um Jovem Advogado; Advocacia Estratégica; Advogado não pede, advoga; Teoria Pura do Direito (Hans Kelsen); O Julgamento de um Serial Killer – O Caso do Maníaco do Parque (Edilson Mougenot Bonfim); A Elite da Tropa; A Elite da Tropa II; O Príncipe (Nicolau Maquiavel).

De fato, a leitura deve ser uma rotina obrigatória para qualquer estudante ou operador do direito; melhor ainda quando se tem a paixão por leitura; mas o ápice é a paixão por uma profissão e o desejo árduo e contínuo, que é renovado todos os dias, em busca do êxito e de todas as qualidades desta tão bela carreira. 


Aliás, minhas leituras variadas não seriam possíveis sem a minha noiva, Bel, dona de um verdadeiro arsenal de bons livros, peguei e continuo pegando alguns emprestados – Hahahaha – aliás, como falei aqui anteriormente, ela foi responsável por esta minha ânsia pela leitura e busca pelo conhecimento.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Teoria Tridimensional do Direito


Miguel Reale foi responsável pela criação de um teoria revolucionária para o Direito. A Teoria Tridimensional do Direito.

A teoria consiste no estudo do Direito como Fato – ou fato social que é objeto de estudo dos sociólogos que defendem este fato como única ou a mais importante estrutura de embasamento do direito. Valor defendida pelos idealistas como estrutura base, esta relacionada diretamente à moral, ou valores materiais e por último a Norma defendida por Hans Kelsen seu maior idealizador principalmente na Teoria Pura do Direito, sua emblemática obra. Kelsen defende o ponto de vista puramente normativo e que o direito é constituído apenas de um elemento que é a norma jurídica.

Já Miguel Reale consegue formar uma síntese integradora das três estruturas, não apenas uma adição, mas uma inter-dependência.

Não há como imaginar as leis, as normas que não levem em consideração os anseios e as necessidades da sociedade, os chamados fatos sociais e para que isso aconteça é preciso levar em consideração os seus valores. Assim pode-se afirmar que todas estas estruturas estão entrelaçadas.

Miguel Reale teve grande importância para o nosso Direito atual. Sua análise do Direito garantiram as expectativas do Universo Axiológico.

Por fim, ele define Direito como “realidade histórico-cultural tridimensional ordenada de forma bilateral atributiva, segundo valores de convivência.”

Eis o maior jurista brasileiro de todos os tempos. Sua teoria influenciou boa parte do planeta.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Professor está sempre errado!


PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

(Jô Soares)

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É ........ o professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele!

Esta é para ser repassada mesmo.

E PARA PENSAR SOBRE NOSSAS PRIORIDADES.
MESMO QUE VOCÊ NÃO SEJA PROFESSOR, É PRECISO LEMBRAR QUE JÁ PRECISOU OU PRECISARÁ DE UM...

S.O.S Antimary



Apenas fazendo minha parte, divulgando o vídeo que fala por si só. Nem preciso comentar... Só me resta uma inquietação e tristeza profunda.

Os honorários do advogado na visão de um promotor


O Post foi retirado do Blog do Dr. Sanderson Moura, o mais conceituado Advogado Criminalista do Estado do Acre. O relato trás um pouco do embate no Tribunal do Juri. O que mais me chamou a atenção foi a força, coragem e serenidade pela qual o advogado responde ao promotor após uma frase infeliz e irônica à respeito dos honorários advocatícios.

Certa feita um promotor sustentava a sua acusação, quando dele ouvi, se dirigindo aos jurados, e causando um certo impacto em mim: "O advogado está fazendo a parte dele, tá recebendo dinheiro para isso, tá sendo pago pelo cliente, eu entendo o advogado".

Simplesmente anotei no meu bloco a observação "Tô ganhando. E ele, não está?"

Chegando a vez da defesa, disse:

"O promotor, na tentativa de diminuir o meu trabalho, de menosprezá-lo, de menoscabá-lo, falou aqui, com má-fé e deslealdade, que eu sustento esta defesa porque estou simplesmente comprado pelo vil metal.

Acha o promotor que ele está aqui de graça. Quanto ganha um promotor? Ele faz acusação aqui porque está sendo pago e muito bem pago, porque se fosse de graça ele não estaria neste julgamento. Ganha mais de 20 mil reais por mês para sustentar denúncias injustas, a exemplo desta".

Nesse momento o promotor quis reagir. Mas lhe falei que respeitasse a minha vez de falar como eu tinha respeitado a dele. Ele quis continuar, mas o juiz garantiu a defesa.

E fui adiante: "Talvez o senhor nunca tenha ouvido isso, mas merece ouvir para respeitar mais a advocacia. Eu não faço do meu escritório antro de transações imorais, o senhor não me conhece. Tenho minha profissão como algo sagrado. A Constituição diz que somos imprescindíveis à administração da justiça. E quem o senhor pensa que é para nos transformar em mercernários vilipendiando nossa honra".

Continuei: "Os honorários que eu ganho são mais honestos do que o seu salário, porque eu recebo do cliente e não da vítima. Já o senhor recebe dinheiro até do meu cliente, dos familiares dele, dos amigos dele, que pagam impostos ao Estado para poder bancar seu nababesco salário".

E finalizei: "Aliás não recebo dinheiro, recebo honorários, palavra que vem de honra, honra pela dedicação do meu trabalho. Os jurados estão vendo aqui que tudo o que digo é baseado nas provas. E como o senhor então vem dizer que o que falo, falo porque sou comprado para tanto? Respeite a advocacia, meu caro doutor, ganhar o pão de cada dia da forma que eu ganho, é uma da maneiras mais dignas que encontrei para viver."

Se realmente eu estivesse falando como o promotor estava dizendo, era dever dos jurados condenar o meu constituinte, mas ao contrário, o absolveram com larga e segura margem de votos.