terça-feira, 20 de setembro de 2011

Só Deus Pode Me Julgar.


 Li o livro do MV Bill (Falcão – Meninos do Tráfico) e estou, atualmente, lendo suas outras obras. Por ventura me deparei com a letra desta música que parece traduzir com grande precisão a situação do nosso país. A letra é a realidade brasileira, resolvi colocar aqui, apesar de não ser tão amante do Hip-Hop, essa merece respeito, pelo conteúdo principalmente.

Só Deus Pode me Julgar.
Mv Bill

Vai ser preciso muito mais pra me fazer recuar
Minha auto-estima não é fácil de abaixar
Olhos abertos fixados no céu
Perguntando a Deus qual será o meu papel
Fechar a boca e não expor meus pensamentos
Com receio que eles possam causar constrangimentos
Será que é isso? Não cumprir compromisso
Abaixar a cabeça e se manter omisso
A hipocrisia, a demagogia
Se entregue a orgia, sem ideologia
A maioria fala do amor no singular
Se eu falo de amor é de uma forma impopular
Quem não tem amor pelo povo brasileiro
Não me representa aqui nem no estrangeiro
Uma das piores distribuições de renda
Antes de morrer, talvez você entenda
Confesso para ti que é difícil de entender
No país do carnaval o povo nem tem o que comer
Ser artista, popstar, pra mim é pouco
Não sou nada disso, sou apenas mais um louco
Clamando por justiça e igualdade racial
Preto, pobre, é parecido mas não é igual
É natural o que fazem no senado
Quem engana o povo simplesmente renuncia o cargo
Não é caçado, abre mão do seu mandato
Nas próximas eleições bota a cara como candidato
Povo sem memória, caso esquecido
Não foi assim comigo, fiquei como bandido
Se quiser reclamar de mim, que reclame
Mas fale das novelas e dos filmes do Van Damme
Que teve no Brasil, no programa do Gugu
Rebolou, vacilou, agaixou e mostrou o...
Volta pra América e avisa pra Madonna
Que aqui não tem censura, meu país é uma zona
Não tem dono, não tem dona, o nosso povo tá em coma
Erga a sua cabeça que a verdade vem a tona
É, Mantenho minha cabeça em pé
Fale o que quiser pode vir que já é
Junto com a ralé
Sem dar marcha-ré
Só Deus Pode Me Julgar
Por isso eu vo na fé
Soldado da guerra a favor da justiça
Igualdade por aqui é coisa fictícia
Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo
Mas tenta me imitar se olhando no espelho
Preconceito sem conceito que apodrece a nação
Filhos do descaso mesmo após abolição
Mais de 500 anos de anos de angustia e sofrimentos
Me acorrentaram, mas não meus pensamentos
Me fale quem? (quem), Tem o poder? (quem)
Pra condenar? (quem), Pra censurar? (alguém)
Então me diga o que causa mais estrago
100 gramas de maconha ou 1 maço de cigarro
O povo rebelado oculiza na favela
A música do Bill ou a próxima novela
Na tela a seqüela, no poder corrupção
Entramos pela porta de serviço, nossa grana não
Tá Bom, só pra quem manda bater
Pisando nos humildes e fazendo nosso ódio crescer
CV, MST, CUT, UNI, CUFA, PCC
O mundo se organiza cada um da sua maneira
Continuam ironizando vendo como brincadeira (besteira)
Coisa de moleque revoltado
Ninguém mais quer ser boneco, ninguém quer ser controlado
Vigiado, programado, calado, ameaçado
Se for filho de bacana, o caso é abafado
A gente é que é caçado, tratados como réu
As armas que eu uso é microfone, caneta e papel
A socialite assisti a tudo calada
Salve, salve, salve, Ó Pátria Amada, Mãe Gentil
Poderosos do Brasil
Que distribuem para as crianças, cocaína e fuzil
Me calar, me censurar porque não pude falar nada
É como se fosse o Rabo sujo, falando da Bunda mal lavada
Sem investimento, no esquecimento
Explode o pensamento, mais um homem violento
Que pega no canhão e age inconseqüente
Ou pega o microfone com discurso incontundente
(Que te assusta) Uma atitude brusca
Dignificando e vivendo por uma vida justa
Fui transformado no bandido do milênio
O sensacionalismo por aqui merece um prêmio
Eu tava armado mas não sou da sua laia
Quem é mais bandido? Beira-Mar ou o Sérgio Naya
Quem será que irá responder
Governador, Senador, Prefeito, Ministro ou você
Que é caçado, e sempre paga o pato
Erga sua cabeça para não ser decepado
Como pode ser tragédia, a morte de um artista
E a morte de milhões, apenas uma estatística
Fato realista de dentro do Brasil
Você que chorava lá no gueto, ninguém te viu
Sem fantasiar, realidade dói
Segregação e menosprezo é o que destrói
A maioria esquecida no barraco
Que ainda é algemado, extorquido e assassinado
Não é moda, quem pensa incomoda
Não morre pela droga, não vira massa de manobra
Não me idolatro a Mauricinho da TV
Não deixa se envolver porque tem proceder
Pra que? Por quê? Só tem paquita loira
Aqui não tem preta como apresentadora
Novela de escravo, a emissora gosta
Mostra os pretos chibatados pelas costas
Faz confusão na cabeça de um moleque
que não gosta de escola e admira uma Intratec
Click-Cleck, mão na cabeça
Quando for roubar dinheiro público vê se não se esqueça
Que na sua conta tem a honra de um homem
Envergonhado ao ter que ver sua família passando fome
Ordem, progresso e perdão
Na terra onde quem rouba muito não tem punição 


Jorge Viana é contra a CPI da corrupção.

Adeus, China


 “Adeus, China — O Último Bailarino de Mao”, de Li Cunxin,  é um livro que tem como objetivo contar a saga do autor, um garoto que sai da pequena Qingdao, na China, para conquisar o mundo. Mas a verdade é que o texto vai muito além de apenas uma obra de biografia. A publicação é um exemplo concreto de determinação, esforço, superação, dor e conquista, que é capaz de emocionar em suas 400 páginas. 

Já tem um bom tempo que li este livro, mas nos dias de hoje, lembro-me bem da história Cunxin e de que todos os nossos sonhos podem sim ser realizados com muito trabalho e esforço.

O livro se torna mais interessante por contar algumas lendas antigas da China e isso, de fato, foi o que mais me chamou atenção antes de ler – por se tratar de um livro sobre um dançarino.

A lenda que quero destacar e que diz, por si só a vida do bailarino é O Sapo no Poço. O texto conta a história de um sapinho que vivia em um poço fundo. Certa vez, outro sapo que vivia do lado de fora o convidou para brincar. O sapinho não pôde aceitar porque não conseguia sair dali, e sabia que seu pai já tinha tentado pular para fora do poço a vida toda. O resultado? O sapinho passou a vida inteira preso, tendo o mundo de fora apenas como um sonho.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um ideal de palestra!

  Se é verdade ou não, se tem ou não exageros, se é ilusão, lenda ou outra coisa parecida, o que me serve é a mensagem que me traz a seguinte história:

Dizem que Bill Gates foi convidado para dar palestra numa escola secundária dos Estados Unidos. Chegou de helicóptero, se dirigiu à escola, adentrou no auditório onde centenas de jovens lhe aguardavam, tirou um papel do bolso e proferiu a seguinte palestra, que durou cinco minutos, que ficou conhecida como as 11 Regras de Bill Gates:

1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.

2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele antes de sentir-se bem com você mesmo.

3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avôs têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente nada na vida real. Se pisar na bola, está despedido…rua!!! Faça certo da primeira vez! (Como diria meu antigo treinador).


9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10. Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

– E pra mim a melhor de todas.


11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.

 
Ao terminar a palestra foi aplaudido de pé por mais de 10 minutos. Logo após, dirigiu-se ao seu helicóptero, e foi embora, deixando uma mensagem forte que se espalhou pelo mundo todo. Carisma do palestrante, e brevidade, profundidade, simplicidade e utilidade da mensagem! Para mim isso é um ideal de palestra.
Do Blog do Sanderson Moura 

Resolvi publicar esse texto do Dr. Sanderson Moura, pela força impactante da mensagem e também pelas lições. Muito bom mesmo.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vereador Josandro recebe Medalha Dom Pedro II

   
O vereador Josandro Barboza Cavalcante (PSDB) foi avaliado pelo instituto Tiradentes como o vereador mais atuante da cidade de Sena Madureira, interior do Acre. Com base na pesquisa o Instituto Tiradentes premiará com a medalha Imperador Dom Pedro II – Colar de Ouro. 

A metodologia utilizada na pesquisa, pela equipe técnica de Enquete e Opinião Pública do Instituto Tiradentes, tem como base o levantamento dos dados econômicos e sociais de cada município.

Segundo informações prestadas pelo Instituto o objetivo desse método é ouvir os eleitores de forma imparcial e apresentar resultados que condizem com opinião da população em relação aos gestores.

 Essa premiação é apenas para políticos que tiveram aprovação na mencionada pesquisa e que possuam ilibada reputação ético-moral e significativos trabalhos prestados à comunidade.


Sou testemunha viva de quanto o Josandro se preocupa com Sena.


Em classe, nas aulas, nós como estudantes que, aos poucos, vamos despertando nossos pensamentos críticos e repudiando veementemente a corrupção tendo, por algumas vezes, Sena Madureira como alvo e até berço de corrupção no Acre. Josandro é o primeiro a defender com unhas e dentes sua cidade, não deixa que ninguém fale mal, defende e critica nos momentos cabíveis e isso é louvável, pois ele tem conhecimento de causa, pois, propriedade pra falar. Volto a me repetir, gostaria de ver vereadores atuantes assim também em Rio Branco, que sejam uma espécie de patriotas, é o que merecemos, pois nós é que colocamos eles lá e eles têm que nos representar, defender apenas aos nossos interesses e não aos interesses próprios. Essa é a essência da vida política

Parabéns Josandro, grande vereador e grande amigo. Você merece esse prêmio.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eu, um homem do povo, digo à presidente de elite: A SENHORA ESTÁ ERRADA! Os pobres não são os culpados pela falta de ética!


Vale a pena ler esse post do Reinaldo Azevedo.

Considero este um dos posts mais importantes que terei publicado aqui em cinco anos. Vocês entenderão por quê.

Eu sei o que alguns bobalhões dizem a meu respeito (sim, também há gente inteligente que não gosta de mim; posso suportar; não sou um homem carente): “Esse Reinaldo é muito agressivo”. Não sou, não! Sou um senhor até bastante educado. Eu fico um tantinho irritado porque eu acredito, de verdade!, em alguns valores que “eles” usam apenas como elemento de propaganda. Em parte, isso explica por que fui de esquerda durante um tempo, na adolescência e primeira juventude: dava mais relevo ao discurso generoso do esquerdismo — a igualdade — e entendia que a liberdade era um bem derivado daquele outro, que me parecia essencial. Feitas algumas sinapses, constatei o que hoje me parece óbvio: a liberdade é o nosso mais importante e inegociável bem. 

Mas eu continuo, sim, empenhado, a meu modo e dentro dos meus limites, na luta pela igualdade; vale dizer: em ter um país em que todos sejam, na prática, iguais perante a lei. Para que se realize esse propósito, é preciso que o dinheiro do povo seja aplicado com decência. Para que se seja eficiente nessa aplicação, é preciso mudar a forma como se elegem os nossos representantes. As esquerdas são essencialmente mentirosas quando se dizem partidárias do povo ou suas legítimas representantes.

Qualquer leitor que tenha se interessado pela história dessa gente sabe muito bem: os que falaram, ao longo do tempo, como líderes das massas sempre nutriram um profundo desprezo pelos pobres; tomam-nos como um bando de alimárias morais, que precisam ser civilizadas. Não há um só pensador relevante de esquerda — nem para ser a exceção que contraria a regra — que não tenha partido do princípio de que o “povo” é composto de bestas que podem ser conduzidas pra cá ou pra lá.

Entendam: é claro que deixados os homens entregues à sua própria natureza, cada um e todos eles dedicados apenas à defesa dos seus interesses, assistiremos à guerra de todos contra todos, ao caos. Ao longo do tempo, foram se criando instituições para mediar os conflitos. Sem elas, morremos todos no fim da história. É por isso que este “polemista”, como me definiu uma repórter da revista “TPM”, dá tanta importância às leis democraticamente instituídas e mete a botina no traseiro dos que especulam contra ela.

A política é a nossa única chance de civilização. Não há outra. Isso que chamo “civilização” compreende o acesso aos bens da cultura, àquilo que de melhor, humanos, conseguimos produzir. A luta pela democratização dessas conquistas é uma tarefa coletiva, um imperativo moral. A educação é o principal instrumento para compartilhar esse patrimônio. Ponto parágrafo. Leiam agora esta fala da presidente Dilma. Volto em seguida:

“Um país pode ser medido pela capacidade de atender às mães e as crianças. Se tivermos nossas crianças bem-educadas, com apoio, acolhimento e carinho, certamente teremos uma sociedade bem mais virtuosa, tanto do ponto de vista ético como no direito de cada um dos brasileiros a ter as mesmas oportunidades”.

Ela participava de uma solenidade, no Palácio do Planalto, para anunciar investimentos em educação. Está quase tudo errado nessa fala. É claro que as crianças e as mães precisam ser bem-atendidas; é claro que o esforço para eliminar a pobreza deve ser permanente, MAS É PURO PRECONCEITO, DOS MAIS DETESTÁVEIS E DOS MAIS REACIONÁRIOS, a afirmação de que a educação torna as pessoas mais éticas.

Dilma já teve de demitir cinco ministros, quatro por problemas éticos. A nenhum deles faltou educação esmerada; a nenhum deles faltaram as melhores condições para progredir e se desenvolver; a nenhum deles faltou o acesso aos bens universais da cultura; a nenhum deles faltaram as condições objetivas para uma vida digna, reta e feliz.

Corrupção, desmandos, malversação do dinheiro público, relações de compadrio… Nada disso é protagonizado pelo povo ignorante e deseducado. Ao contrário! O povo brasileiro — e, convenham, assim são os povos mundo afora — tem muito mais vergonha na cara do que suas elites. Com mais informação, com mais referências, com mais oportunidades, é bem possível que manejasse melhor o seu padrão ético, não votando em canalhas e vigaristas, por exemplo. Mas seu senso de moral é até mais severo do que o  de boa parte das pessoas com educação formal, tendentes ao relativismo.

Se os pobres brasileiros se comportassem como se comporta a elite política — na qual o PT é hoje força hegemônica —, seria impossível botar o nariz fora da porta. Uma minoria extrema dos pobres escolhe o caminho do crime — e tal escolha nada tem a ver com a pobreza. Não vou aqui abrir espaço para o “coitadismo” tão em voga no Brasil, mas eu conheço “o povo” de perto — Dilma não conhece. Ela vem daquilo que os petistas chamam “elite”. Tanto é assim que tentou instalar no país uma ditadura de esquerda para pôr a população no caminho reto; por isso queria ser a vanguarda das massas, que, naquela concepção, não chegariam sozinhas a lugar nenhum…

Não é a primeira vez que entro em contato com esse pensamento. A maioria dos “amigos do povo” que se distribuem na academia, no jornalismo e no debate público — UMA GENTE MUITO GENEROSA — parte do princípio estúpido, mentiroso, preconceituoso, de que o tal “povo” é constituído de zumbis à espera de uma alma, que lhe será concedida pela educação e pela cultura.

É falso! Falso e cruel! Os pobres também são capazes de fazer escolhas morais e escolhas éticas. Aliás, ao longo do dia, dos dias, da vida, têm muito mais oportunidades de optar entre o certo e o errado do que os que nasceram em famílias abastadas. Estas costumam proteger seus rebentos por um bom tempo das situações-limite.

Essa concepção vocalizada por Dilma Rousseff não é irrelevante e tem conseqüências perversas para os pobres. Ela se revela, por exemplo, no descaso de sucessivos governos com a segurança pública. O país é um dos campeões mundiais em homicídios por 100 mil habitantes. Entende-se que o crime é uma das expressões da falta de escola, da falta de saneamento, da falta de moradia. Não! A esmagadora maioria dos pobres segue as leis. O crime é expressão da falta de uma política decente de segurança pública, que proteja os pobres dos maus pobres e dos maus ricos.  Cadeia não substitui escola, mas escola não substitui cadeia, como quer certo onguismo picareta.

Precisamos de uma escola boa e de educação universalizada para que os brasileiros estudem matemática, ciências, língua portuguesa, história; para que possam desenvolver seu potencial criativo; para que dediquem seus melhores talentos ao pensamento e à investigação científica. O povo tem moral, presidente! O povo tem ética! Ele precisa de escola, sim, mas não para isso. A escola não é a nova VAR-Palmares da moral popular.

Infelizmente, presidente, são os bem-educados da política atuam hoje como fatores da deseducação do povo.

Por Reinaldo Azevedo


Não tem nem o que falar, o texto fala por si mesmo...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CHICO, SERÁ QUE AS COISAS MUDAM POR AQUI?

Todos os dias centenas de pessoas transitam na nossa BR 364, e é muito fácil ver esta cena se repetir todos os dias. Eu, e mais cinco colegas acadêmicos fazemos o trajeto Sena/Rio Branco/Sena todos os dias e para nós o que mostramos nesse vídeo já se tornou rotina.
No ano que se discute o novo código florestal, e tendo como relator um Senador acreano, Jorge Viana, é preciso avaliar a densidade de impacto que isso causará daqui a alguns anos.
O mais intrigante e o que mais nos revolta é que essa madeira em cima de carretas e bi-trens não são de pequenos agricultores multados dia-a-dia pelo imac, ibama e outros órgãos ambientais de nosso Estado, mas, de grandes empresários e lobistas que estão enriquecendo às custas do povo do Acre, inclusive vendendo nossa imagem lá fora como se preservássemos nossas florestas. Como diz Casoy: isto é uma vergonha.
Nossa história está sendo fraudada por aqueles que deveriam fazer-la de forma honesta e verdadeira, nossa história dirá com o tempo, o que fizeram e o que fizemos para que nossa história não fosse manchada.
As imagens falam por si, essas e outras que vemos nesse vídeo passando pela cidade de Bujari, passando pela barreira fiscal que nada faz, se repete todos os dias.
Finalizo parafraseando o que diz a letra da música cantada por Simone. Chico será que as coisas mudam por aqui?

Josandro Cavalcante
Acadêmico de Direito-FAAO

Josandro Cavalcante é vereador em Sena Madureira.